Foto de Daniel Reche por Pixabay
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Ouço tiros
Lá longe
Naufrágios impensáveis
Tão perto
Trago-te na mão
Seguro-te
Viro-te várias vezes
Chamam-te de arma
És grande
Matas tantos
Escorrem rios de sangue
Para sempre lagos de saudade
Seguro-te com delicadeza
Olho para ti várias vezes
Pergunto-te se queres matar mais
Dizes-me que não
Que raio!
Dizes-me que não?
Estou confusa
Mesmo assim, avanço!
Faço mira
Mas o olho escapa-me
Fixo o alvo
Mas ele mexe-se
Tudo tão esquisito!
Mesmo assim, continuo
Seguro-te com firmeza
Mas cais ao chão
Caramba!
Sou teimosa
Mesmo assim, continuo
Vou buscar-te ao chão
Dizes-me que pare
Pedes-me para conversar
Eu aceito
Fizemos as pazes
Pediste-me que te destruísse
Custou-me tanto
Sempre fui viciada
Em matar pessoas
Mesmo assim, continuei
Avancei
Destruí-te
Beijei-te já em pedaços
Os rios de sangue
Eram agora mares de água cristalina
A saudade
Desfez-se em reencontros há tanto esperados
Estavas certa
Eu errada
Antes de destruir o teu último pedaço
Fizeste-me um pedido tão belo
Não ouses desobedecer
Ao que o mundo pede
Ouve os seus gritos
Faz a PAZ!
Escolhe o AMOR!
Minha querida arma
Em tua memória
Assim o farei!
Os Jovens e as Indecisões

Silvana Soares
Da Raiz ao Coração dos Leitores
Silvana Soares
Da Raiz ao Coração dos Leitores

Silvana Soares
Silvana Andreia Rodrigues Soares nasceu em Coimbra em 1979.
Licenciou-se em Engenharia Química, pela Universidade de Aveiro, em 2004. Possui uma pós-graduação em Gestão da Qualidade, concluída em 2009, na Universidade Fernando Pessoa.
Iniciou a sua experiência profissional, em 2005, na área da Qualidade, na empresa Simoldes-Plásticos, S.A, sediada em Oliveira de Azeméis, onde permaneceu e adquiriu conhecimento durante doze anos.

Silvana Soares
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